简体中文
繁體中文
English
Pусский
日本語
ภาษาไทย
Tiếng Việt
Bahasa Indonesia
Español
हिन्दी
Filippiiniläinen
Français
Deutsch
Português
Türkçe
한국어
العربية
Resumo:O dólar finalmente conseguiu romper a barreira psicológica dos 4 reais, e analistas avaliam que esse nível se aproxima cada vez mais do novo patamar de fundamento para a taxa de câmbio, conforme se a
Por José de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar finalmente conseguiu romper a barreira psicológica dos 4 reais, e analistas avaliam que esse nível se aproxima cada vez mais do novo patamar de fundamento para a taxa de câmbio, conforme se acentuam os riscos à agenda de reformas.
Até pouco tempo atrás, era consensual a ideia de que perto de 4 reais o dólar estava excessivamente valorizado. Mas esse cenário contemplava menos reveses na reforma da Previdência e estabilidade ou alta dos juros, tendo como pano de fundo uma economia mais fortalecida e um ambiente externo menos conturbado.
Nesta semana, porém, a cotação revisitou os patamares de 4 reais e, na véspera, fechou acima desse nível pela primeira vez em sete meses e meio.
A demora na aprovação da reforma previdenciária na CCJ, etapa mais simples do processo, e os ruídos subsequentes expuseram a falta de articulação política do governo, o que explica boa parte dessa valorização do dólar. Isso porque o mercado teme uma reforma menos potente e,, um quadro mais conturbado para as contas públicas.
Como resultado, empresas adiaram investimentos, mantendo a economia ainda frágil, o que por sua vez reavivou debate sobre retomada de flexibilização monetária.
“Não dá mais para dizer que esse patamar (4 reais) está 'torto'. O nível de risco aumentou, e o mercado se ajusta a isso. É reação à piora de fundamento”, disse Ronaldo Patah, estrategista de investimentos do UBS Wealth Management.
Patah citou o nível do CDS de cinco anos, que pouco tempo atrás parecia mais alinhado aos 150 pontos-base, mas que agora se encontra em 180 pontos e pode buscar os 200 pontos.
O CDS é um derivativo que mede o custo de um calote da dívida brasileira e é importante componente de modelos econométricos de cálculo de estimativas para a taxa de câmbio.
Também variável relevante nessa conta, o diferencial de juros favorável ao Brasil já está nas mínimas históricas e pode cair mais à medida que mais analistas veem a Selic ceder dos atuais 6,50% para a faixa entre 5% e 6% até o fim do ano.
“Um 'carry' de 14% aguenta muito desaforo. Mas a taxa atual, para este nível de risco, não”, disse Roberto Campos, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos, referindo-se ao retorno embutido, no passado, em contratos a termo de real, que deixavam a moeda doméstica mais atrativa que suas rivais emergentes.
Os ajustes nas expectativas para a taxa de câmbio ainda têm sido espaçados, mas começam a se acumular. Nesta semana, o Morgan Stanley passou a estimar dólar em 4,10 reais ao fim de junho, contra projeção anterior de 3,85 reais, citando justamente a perspectiva de mais ruídos políticos.
O Bank of America Merrill Lynch aumentou nesta quinta-feira a estimativa para o dólar ao fim do ano a 3,80 reais, ante prognóstico anterior de 3,60 reais. “Crescimento menor, juros mais baixos, real mais fraco”, resumiu em nota equipe de estrategistas do banco, com expectativa de corte de 100 pontos-base da Selic até o fim do ano.
A despeito da expectativa de que alguma reforma da Previdência seja aprovada, a percepção é que os níveis de risco subiram de forma estrutural. E mesmo um alívio não seria suficiente para baixar de forma substancial o dólar.
“Dificilmente veremos dólar depreciado”, afirmou Jefferson Laatus, sócio-fundador do Grupo LAATUS, para quem a “tempestade perfeita, o inferno astral” desta semana para os ativos brasileiros pode se estender.
Na visão do profissional, dado que o dólar sobe por questões de fundamento, os vendedores que contarem com ajuda do Banco Central para aliviar a moeda vão se frustrar. “O mercado tem subido aos poucos, e isso revela consistência. Se o BC atuar, vai apenas alimentar a pressão de alta”, considerou.
Isenção de responsabilidade:
Os pontos de vista expressos neste artigo representam a opinião pessoal do autor e não constituem conselhos de investimento da plataforma. A plataforma não garante a veracidade, completude ou actualidade da informação contida neste artigo e não é responsável por quaisquer perdas resultantes da utilização ou confiança na informação contida neste artigo.
EC Markets
FBS
OANDA
IB
Pepperstone
IC Markets Global
EC Markets
FBS
OANDA
IB
Pepperstone
IC Markets Global
EC Markets
FBS
OANDA
IB
Pepperstone
IC Markets Global
EC Markets
FBS
OANDA
IB
Pepperstone
IC Markets Global